Me tira do sério, vai. Bagunça meu cabelo, me chama de idiota, fica me beliscando, me atrapalha quando eu tiver fazendo algo importante, me bate, me xinga, diz que não sabe porque está comigo, diz que queria que eu fosse diferente. Vai, me diz essas coisas que eu não quero ouvir, me tira do sério daquele jeito que eu não suporto, faz. Faz e depois volta pra mim, volta dizendo que eu sou idiota, mas que você não consegue ficar sem. Me irrita e volta me batendo e dizendo que não consegue ficar longe de mim. Vai, termina comigo e depois me liga, fala que não é isso que você queria. Me xinga, mas depois diz que me ama. Me ature, aguente, me suporte. Eu te prometo o mesmo. Prometo dizer que não te quero mais, quando na verdade eu não consigo ficar longe de você, vai… eu também prometo de irritar muito, até você desistir de mim. Vai, desiste de mim, me faz correr atrás de você, me faz reconquistar você. Vai, me ama ou me odeia. Porque é assim, não é? É assim, a gente tem que fazer por merecer, tem que ir atrás do que quer, tem que conquistar, reconquistar… tem que dar um tempo pra saber o que realmente quer. Mas no fim a gente ia dar certo, ia voltar a “morar” um no outro, ia pertencer novamente um ao outro. E assim a gente ia seguindo, ia fazendo esse ciclo só pra dar “reascender” aquela chama, sabe? A gente ia se tirar do sério e depois ser totalmente amor.
Eu ia te irritar só pra demonstrar tudo o que eu sentia. Verborragias.  (via re-amou)

Senti as mãos dela subindo pelas minhas costas, trazendo minha camiseta junto e deixei que ela tirasse. Depois disso, arranhou com força do meu ombro até a minha cintura, realmente cravando as unhas, deixando marcas. Eu gemi baixo e fiz uma careta.
— Machuquei você? — ela sorriu contra os meus lábios.
— Foi uma dor gostosa — respondi.
— Tô marcando território — ela passou as mãos por onde havia arranhado, fazendo só carinho dessa vez.
— E isso significa que?
— Você é meu.
Alietro. (via 27-94)

Conversando no Celular
- Gabriel, Gabriel!!
- Fala.
- Eu ganhei um urso.
- Que? - ele pergunta espantado -
- É, um urso de pelúcia.
- Ata. De quem?
- Do JP.
- Quem? - ele pergunta pra confirmar -
- Do João Pedro.
- Ah.
- Ele é tão lindo.
- O Pedro? - ele pergunta já mais alterado -
- Não, Biel! O urso, burro! - ela responde tirando sarro -
- Hum…
- Se bem que o JP, também… - ela provoca -
- Que o JP é o que?
- Nada bebê.
- Bebê é os cambal. O JP o que Anna Júlia?
- Nossa… ui… chamou de Anna Júlia. - ela diz ironizando -
- O JP o que, garota?
- O JP também é lindinho.
- Lindinho é meu pau com camisinha de morango. - ele fala com sarcasmo -
- Af.
- ele fica em silêncio -
- Mas sabe que eu até gostei do ursinho.
- Que bom então, não é mesmo? - ele pergunta irônico -
- É sim… - ela fala em um tom calmo -
- É. Só isso? Posso desligar? - ele pergunta já com raiva -
- Pera, só mais uma coisa…
- O que Anna?
- Sabe por que o João me deu o ursinho?
- Não Anna, eu não sei. Por que o João Pedro te deu o ursinho? - ele pergunta com desinteresse -
- Porque eu ajudei ele escolher um colar pra namorada dele… Ai ele me deu como agradecimento, porque eu e ele andamos a cidade inteira atrás de um colar bonito, perdemos praticamente o dia todo.
- Ainda bem que é pra namorada né?
- É… E sabe o que ele disse ao me dar o ursinho?
- O que ele disse Anna? - ele pergunta, dessa vez, querendo saber mesmo a resposta -
- Ele me disse: vou te dar esse ursinho, ele será seu filho e do seu “ursão”.
- Ele é estranho. - ele diz sem saber o que dizer -
- Sabe… não precisa ter ciúmes do JP, nem do ursinho… - ela é interrompida -
- Não to com ciumes, véi!
- Af, Gabriel. Nós sabemos que está! Enfim, não precisa. Porque eu posso ter um zoológico inteiro, o único animal que eu vou querer, é você, seu veado misturado com cachorro. - ela diz meio que rindo -
- Isso é pra me animar? - ele pergunta também rindo -
- Eu sei que você sorriu.
- É verdade. Eu te amo sua vaca.
- Muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu você também.
Verbalizou!  (via verbalizou)